Serra da Capivara National Park was created in 1979 and is a UNESCO World Heritage site, widely known for its rock art and early human prehistoric occupation.
Located in the southeast of the State of Piauí at the municipalities of São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí, and Coronel José Dias, the park has an area of approximately 130 thousand hectares. It is also one of few preservation areas in the Caatinga environment, a savanna-like environment unique to Brazil.

Serra da Capivara is a remarkable archaeological site, offering a fascinating glimpse into the history of one of South America’s earliest human occupations. With over 300 archaeological sites discovered within the park, including rock paintings dating back 20,000 years (or more), the park is truly a testament to our ancient past. With a rich fauna, the place has around 47 species of lizards, 52 species of snakes, 48 amphibians, 57 mammals, and 510 species of birds. The park is home to three primate species, marmosets (Callithrix jacchus), howler monkeys (Alouatta caraya), and bearded capuchin monkeys (Sapajus libidinosus).

The capuchin monkeys that inhabit the park are very particular. They have been studied for 20 years and are known to have the most diverse toolkit compared to other capuchin populations.
During these decades of research, our member, Tiago Falótico, observed and described important details and nuances of how these capuchins manufacture, manipulate, and use their tools.
It was possible to observe how the monkeys used stone tools to process cashew nuts, avoiding the caustic substance inside the nuts, as well as the use of stone tools for digging for roots, tubers, and trapdoor spiders. For each type of use, the capuchins choose different sizes and shapes of stones. This is also the most terrestrial capuchin population known to date, a factor that can have influenced the diversity of tools they use.

For a long time this was also the only population where the monkeys were observed to use sticks to forage and hunt small vertebrates. This is an activity only done by males! This sexual bias on probe tool use was also observed in naturalistic experiments and later in the only other population where capuchins were also observed doing this behavior
Another peculiar and sexually biased behavior is executed only by females. During the oestrus period, the females of one of our study groups throw small pebbles directed at the males as part of their sexual display during the courtship.

The monkeys in this population also perform a unique behavior: pound stones against stones (which unintentionally creates “flakes”). This behavior also produces a powder that can be sniffed or ingested. In collaboration with archaeologists from the University of Oxford and Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, it was possible to determine that these flakes resemble humans’ olduvai flakes. Primate archaeology excavations at Serra da Capivara found capuchin stone tools dating up to 3000 years, demonstrating that this stone tool-using behavior has been present in this population for a long period!
Research on the development of tool-use behavior and social learning has also been conducted with Serra da Capivara capuchins. Recently, our member Henrique Rufo was doing his doctorate research on the ontogeny and social learning mechanisms of the digging stone tool behavior.
In 2024 we began to build here our new field base to support the long-term reserach on this population.
Groups
The main group we follow in Serra da Capivara is the Pedra Furada group. This group has been followed by our researchers since 2007, but we also encounter other groups. Below you can see the current individuals from some of those groups
- Pedra Furada
- Mutilados (a fission from Pedra Furada group)
- Mínimo
- Sansão
O Parque Nacional Serra da Capivara foi criado em 1979 e é um Patrimônio da Humanidade da UNESCO, mundialmente conhecido por suas pinturas rupestres e indícios de antiga ocupação humana.
Localizado no sudeste do Estado do Piauí, nos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias, o parque tem uma área de aproximadamente 130 mil hectares. É também uma das poucas áreas de preservação do bioma Caatinga, ambiente exclusivo do Brasil.

A Serra da Capivara é um sítio arqueológico notável, que oferece um fascinante vislumbre da história de uma das primeiras ocupações humanas da América do Sul. Com mais de 300 sítios arqueológicos descobertos no parque, incluindo pinturas rupestres que datam de 20.000 anos (ou mais), o parque é um testemunho do nosso passado. Com uma fauna rica, o local abriga cerca de 47 espécies de lagartos, 52 espécies de cobras, 48 anfíbios, 57 mamíferos e 510 espécies de aves. O parque abriga três espécies de primatas, saguis (Callithrix jacchus), bugios (Alouatta caraya) e macacos-prego (Sapajus libidinosus).
Os macacos-prego que habitam o parque são muito peculiares. Eles são estudados há 20 anos e são conhecidos por possuírem o repertório de ferramentas mais diversificado em comparação com outras populações de macacos-prego.
Durante essas décadas de pesquisa, nosso cofundador, Tiago Falótico, observou e descreveu detalhes e nuances de como esses macacos-prego fabricam, manipulam e utilizam suas ferramentas.

Foi possível observar como os macacos utilizavam ferramentas de pedra para processar a castanha de caju, evitando a substância cáustica contida nas castanhas, bem como o uso de ferramentas de pedra para escavar raízes, tubérculos e aranhas. Para cada tipo de uso os macacos-prego escolhem pedras de diferentes tamanhos e formatos. Está é também a população mais terrestre conhecido para o gênero até hoje, sendo que esse fator pode ter influenciado na diversidade de ferramentas que eles usam.
Durante muito tempo, esta também foi a única população onde se observou macacos-prego usavam varetas para procurar alimentos e caçar pequenos vertebrados. Esta é uma atividade feita apenas por machos! Este viés sexual no uso de ferramentas de sonda também foi observado em experimentos naturalistas e na única outra população onde posteriormente os macacos-prego também foram observados fazendo esse comportamento.

Outro comportamento peculiar e sexualmente enviesado é realizado apenas por fêmeas. Durante o período de cio, as fêmeas de um dos nossos grupos de estudo jogam pequenas pedras mirando os machos como parte de sua exibição sexual durante o cortejo.
Os macacos desta população também realizam um comportamento único: bater pedras contra pedras (o que involuntariamente cria “lascas”). Esse comportamento também produz um pó da pedra que pode ser cheirado ou ingerido. Em colaboração com arqueólogos da Universidade de Oxford e do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, foi possível determinar que essas lascas se assemelham às lascas olduvaienses humanas. Escavações arqueológicas na Serra da Capivara feitas alguns anos atrás com participação de membros da nossa equipe encontraram ferramentas de pedra dos macacos-prego datadas de até 3.000 anos, demonstrando que esse comportamento de uso de ferramentas de pedra está presente nesta população há muito tempo!

Pesquisas sobre o desenvolvimento do comportamento de uso de ferramentas e aprendizagem social também foram realizadas com macacos-prego da Serra da Capivara. Recentemente, nosso membro Henrique Rufo estava realizando sua pesquisa de doutorado sobre a ontogenia e os mecanismos de aprendizagem social do comportamento escavar o solo com de ferramentas de pedra.
Grupos
O principal grupo que estudamos na Serra da Capivara é o da Pedra Furada . Este grupo tem sido acompanhado pelos nossos pesquisadores desde 2007, mas também encontramos outros grupos. Abaixo você pode ver os indivíduos destes grupos.
- Pedra Furada
- Mutilados (um fissão do grupo Pedra Furada)
- Mínimo
- Sansão
References:
- Fundação Museu do Homem Americano
- Arroyo, A., Falótico, T., Burguet-Coca, A., Expósito, I., Quinn, P., & Proffitt, T. (2021). Use-wear and residue analysis of pounding tools used by wild capuchin monkeys (Sapajus libidinosus) from Serra da Capivara (Piauí, Brazil). Journal of Archaeological Science: Report, 35, 102690. https://doi.org/10.1016/j.jasrep.2020.102690
- Falótico, T. (2023). Vertebrate predation and tool-aided capture of prey by savannah wild capuchin monkeys (Sapajus libidinosus). International Journal of Primatology, 44(1), 9–20. https://doi.org/10.1007/s10764-022-00320-z
- Falótico, T., Bueno, C. Q., & Ottoni, E. B. (2021). Ontogeny and sex differences in object manipulation and probe tool use by wild tufted capuchin monkeys (Sapajus libidinosus). American Journal of Primatology, 83(5), e23251. https://doi.org/10.1002/ajp.23251
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- Falótico, T., Luncz, L. V., Svensson, M. S., & Haslam, M. (2016). Cashew nut positioning during stone tool use by wild bearded capuchin monkeys (Sapajus libidinosus). Folia Primatologica, 87(6), 392–397. https://doi.org/10.1159/000459621
- Falótico, T., Mendonça-Furtado, O., Fogaça, M. D., Tokuda, M., Ottoni, E. B., & Verderane, M. P. (2021). Wild robust capuchin monkey interactions with sympatric primates. Primates, 62(4), 659–666. https://doi.org/10.1007/s10329-021-00913-x
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- Falótico, T., Verderane, M. P., Mendonça-Furtado, O., Spagnoletti, N., Ottoni, E. B., Visalberghi, E., & Izar, P. (2018). Food or threat? Wild capuchin monkeys (Sapajus libidinosus) as both predators and prey of snakes. Primates, 59(1), 99–106. https://doi.org/10.1007/s10329-017-0631-x
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- Luncz, L. V., Falótico, T., Pascual-Garrido, A., Corat, C., Mosley, H., & Haslam, M. (2016). Wild capuchin monkeys adjust stone tools according to changing nut properties. Scientific Reports, 6(1), 33089. https://doi.org/10.1038/srep33089
- Proffitt, T., Luncz, L. V., Falótico, T., Ottoni, E. B., Torre, I. de la, & Haslam, M. (2016). Wild monkeys flake stone tools. Nature, 539(7627), 85–88. https://doi.org/10.1038/nature20112
